No manto de Nossa Senhora de Guadalupe: a hibridização das culturas espanhola e asteca do século XVI e as antigas manifestações Marianas
Tese de Doutorado de Ana Maria de Sousa
TESE
Tipo: Tese de Doutorado.
Título: No manto de Nossa Senhora de Guadalupe: a hibridização das culturas espanhola e asteca do século XVI e as antigas manifestações Marianas.
Autor: SOUSA, Ana Maria de.
Orientador: GUERRIERO, Silas.
Resumo: Muito além da ousadia de enfocar a polêmica da Virgem de Guadalupe, utilizamos o clímax do manto turquesa como elemento metafórico da “sutura” heteróclita do século XVI, na Nova Espanha, vasculhando referenciais dessa peça de vestuário. O objetivo geral dessa tese é investigar a capa de Guadalupe, através do embate entre o conquistador espanhol e os indígenas mexicanos, puxando a linha comparativa nas antigas manifestações marianas. Da criação do neologismo “mantologia”, trabalha-se a hipótese de o manto ser o símbolo de hibridismo entre duas culturas díspares e ter reflexos nas antigas “aparições” de Nossa Senhora Maria. Percorre-se a seguinte trajetória: exposição do pressuposto da pesquisa, conceitualização de termos e delineamento das fontes. Em seguida, explica-se a essência da “mantologia”, a tradição de Maria e o uso do manto. Abordam-se questões sobre o mito, a missão evangelizadora e as crônicas testemunhais. Para efeito comparativo com iconografia de Guadalupe analisa-se as roupas dos astecas, alguns códigos, deidades femininas, a pedra jade, manuscritos e obras de arte mariana. Da base empírica leva-se à conclusão de que o manto turquesa é único, sem precedentes no imaginário católico. Por fim, ratifica-se que a Virgem de Guadalupe concatenou vincos entre os homens brancos e náuatles que clarificaram as misturas ocorridas na pós-colonização mexicana e ainda sobrevivem num constante diálogo híbrido.
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