Algumas considerações sobre os movimentos dos corpos na antiguidade e na Idade Média: a teoria do ímpeto e a inércia

Artigo de periódico de Alexandre Campos

ARTIGO

Tipo: Artigo de periódico.

Título: Algumas considerações sobre os movimentos dos corpos na antiguidade e na Idade Média: a teoria do ímpeto e a inércia.

Autor: CAMPOS, Alexandre.

Resumo: O artigo apresenta algumas considerações presentes nas discussões acerca da natureza do movimento entre os séculos XIV e XVII. Para isso, adotarei as perspectivas presentes nas argumentações de pensadores como Aristóteles, Buridan, Oresme e Galileu. A teoria do impetus, de Buridan e Oresme, pavimentou o caminho para as argumentações galileanas, na medida em que possibilitou explicar a persistência do movimento após a perda de contato entre aquilo que dava origem a ele. Ou seja, a teoria do impetus permitiu que se explicasse a continuidade do movimento em função de uma propriedade intrínseca do objeto (quantidade de matéria e impetuosidade do agente movente no momento do lançamento) em contraposição à necessidade de um motor em contato permanente com o movido (antiperístase aristotélica). Essa perspectiva permitiu que se unificassem numa só teoria os movimentos terrestres e os movimentos celestes. Galileu parece se valer de alguns aspectos da construção lógica dessas argumentações. O trabalho não tem a pretensão de apresentar e discutir historicamente como se deu cada um desses aspectos, detalhes locais, nem seus contextos sociais. Ao contrário, trata-se de uma quase descrição de suas ideias centrais.

DOI: https://doi.org/10.18764/2447-5777v8n1.2022.3.